

Conhecida
no Brasil como Yansã, cujo nome advém de algumas formas prováveis: Oyamésàn
- nove Oyàs;
usado como um dos nomes de Oyà
Ìyá omo mésàn, mãe de nove crianças,
Iansã , que da lenda da criação da roupa de Egúngún por Oyà.
Ìyámésàn "a mãe
(transformada em) nove", que vem da história de Ifá, da sua relação com
Ogun.
Observe-se que em todas as formas,
está relacionada com o número 9, indicativo principal do seu odú.
Está associada ao ar, ao vento, a tempestade, ao relâmpago/raio
(ar+movimento e fogo) e aos ancestrais (eguns). Na Nigéria ela é a deusa do
rio Niger. Principal esposa de Xangô, impetuosa, guerreira e de forte
personalidade, também rainha dos espíritos dos mortos, sendo reverenciada no
culto dos eguns. Em yorubá, chama-se
Odò Oyà.
Diz uma das lendas que Oyà
lamentava-se de não ter filhos, uma situação conseqüente da sua ignorância
a respeito das suas proibições alimentares. Embora lhe fosse recomendado comer
cabra, ela comia carneiro. Foi consultar um babalawô, que informou seu erro,
lhe aconselhando a fazer oferendas, entra as quais deveria haver um tecido
vermelho. Este pano, mais tarde, haveria de servir para confeccionar as
vestimentas dos Egúngún. Tendo cumprido essa obrigação, Oyà
tornou-se mãe de nove crianças.
Suas contas são vermelhas ou tijolo,
o coral por excelência, o monjoló (uma espécie de conta africana, oriunda de
lava vulcânica). Seus símbolos são: os chifres de búfalo, um alfanje, adaga,
eruesin [eruexin] (confeccionado com pelos de rabo de cavalo, encravados em um
cabo de cobre, utilizado para "espantar os eguns").
Afefe, o vento, a tempestade,
acompanha Oyà.

Duas espadas e um par de chifres de búfalo representam a imágem de Oyà. Seus adeptos não podem sequer encostar em carneiro e em volta dos pescoços usam contas de um certo tom de vermelho ( Marrom ).
Foi a única mulher de Sango que o acompanhou em sua fuga para a terra de Tapa, mas se desencorajou em Ira, sua cidade natal, onde, de acordo com o ditado "Oyà wole ni ile Ira, Sango wole ni Koso" (Oyà entrou na terra na casa de Ira, Sango entrou em Koso), ela suicidou-se ao receber a noticia da morte de Sango. Oya tornou-se a divindade do Rio Níger. Os tornados e tempestades são as marcas de seu descontentamento.
QUALIDADES:
1)
Oyà Biniká
2) Oyà
Seno
3) Oyà
Abomi
4)
Oyà Gunán
5) Oyà
Bagán
6) Oyà
Onìrá
7) Oyà
Kodun
8) Oyà
Maganbelle
9) Oyà
Yapopo
10) Oyà
Onisoni
11) Oyà
Bagbure
12) Oyà
Tope
13) Oyà
Filiaba
14) Oyà
Semi
15) Oyà
Sinsirá
16) Oyà
Sire
17) Oyà
Gbale ou Igbale (aquela que retorna à terra) se subdividem em:
a) Oyà
Gbale Funán
b) Oyà
Gbale Fure
c) Oyà
Gbale Guere
d) Oyà
Gbale Toningbe
e) Oyà
Gbale Fakarebo
f) Oyà
Gbale De
g) Oyà
Gbale Min
h) Oyà
Gbale Lario
i) Oyà
Gbale Adagangbará
Essas Oyàs, estão ligadas ao culto dos mortos, quando
dançam parecem expulsar as almas errantes com seus braços. Tem forte
fundamento com Omulu , Ogun e Exú.